O que o Farol analisa
- O conteúdo que escolhes submeter — por exemplo, uma mensagem, conversa, email, link, número ou screenshot — apenas para avaliar sinais de fraude.
- Se um link ou domínio apresenta sinais técnicos de imitação, redirecionamento ou outros padrões de risco.
- Se um número, domínio ou email já foi denunciado ou aparece em informação de fraude relevante.
- Padrões do conteúdo que ajudam a reconhecer campanhas repetidas, como urgência, pedido de pagamento, entidade imitada, canal e tipo de esquema.
O que acontece ao conteúdo original
O Farol não cria um arquivo das mensagens que lhe mostras. O texto, email, screenshot ou imagem original é usado para responder ao pedido e não fica guardado nos nossos próprios sistemas depois de concluída a análise.
Quando a análise precisa de inteligência artificial, o conteúdo é enviado à API comercial da Anthropic. Na configuração comercial padrão atualmente aplicável, a Anthropic elimina inputs e outputs do backend no prazo de 30 dias, salvo acordo diferente, aplicação das suas políticas de utilização ou obrigação legal. O conteúdo de produtos comerciais não é utilizado para treinar os modelos por defeito.
O que pode ficar depois da análise
Para reconhecer burlas repetidas e tornar o Farol útil para mais pessoas, podemos conservar apenas informação derivada, como:
- uma impressão técnica do texto para reconhecer conteúdo repetido;
- o resultado da análise, a categoria do esquema e sinais técnicos relevantes;
- um domínio, URL ou número de telefone quando seja relevante para prevenção de fraude;
- padrões estruturados de campanha, por exemplo “falsa entrega + urgência + link que imita uma marca”, sem guardar a frase original.
O que o Farol não procura fazer
- Não acede à tua lista de contactos, SMS, chamadas ou localização.
- Não procura identificar pessoas, locais ou acontecimentos presentes numa imagem; a imagem é analisada apenas à procura de conteúdo relevante para fraude.
- Não usa o teu histórico individual para publicidade nem vende a tua identidade.
- Não transforma mensagens originais numa base de dados de conversas.
Inteligência antifraude: como os padrões criam valor
O objetivo do Farol não é apenas responder a uma pessoa de cada vez. Quando várias análises apontam para o mesmo método, podemos detetar uma campanha: que técnica está a ser usada, em que canal, que tipo de entidade está a ser imitada, que domínios aparecem e com que frequência.
Essa inteligência pode ser usada no próprio Farol e também disponibilizada, inclusive mediante remuneração, a organizações que combatem fraude — por exemplo bancos, operadores postais e logísticos, telecomunicações, seguradoras, marketplaces, empresas de cibersegurança ou entidades públicas.
O produto comercial é desenhado para usar estatísticas, tendências, padrões agregados ou dados irreversivelmente anonimizados. Não inclui o texto original das mensagens, screenshots, imagens, a identidade do utilizador do Farol, identificadores do dispositivo ou IBANs individuais encontrados incidentalmente.
Alguns indicadores concretos, como um número de telefone ou domínio denunciado, podem ser dados pessoais em determinados contextos. Quando forem comunicados a um parceiro de prevenção de fraude, essa comunicação fica sujeita a fundamento jurídico, necessidade, proporcionalidade, segurança e possibilidade de revisão.
Quem reporta e quem avalia
O utilizador pode reportar um elemento; o sistema do Farol avalia sinais de risco e pode cruzá-los com outras fontes. O Farol não apresenta um relato como sentença nem afirma que uma pessoa cometeu um crime. O resultado é sempre uma avaliação de risco, não uma decisão jurídica.
Como evitamos acusações injustas
Uma única denúncia não deve transformar um número, domínio ou email em “fraude”. A sinalização depende de corroboração adicional e de mecanismos contra denúncias duplicadas ou abusivas. Qualquer pessoa ou entidade que considere ter sido sinalizada indevidamente pode pedir revisão através de privacidade@farol-sinaliza.pt. Quando a contestação seja fundamentada, a sinalização é corrigida ou removida.
Inteligência artificial
A inteligência artificial é utilizada para reconhecer sinais e explicar a avaliação em linguagem simples. Não é usada para produzir decisões jurídicas, atribuir culpa ou substituir autoridades, bancos ou fontes oficiais. Nenhuma análise acerta a 100%. Um resultado de baixo risco significa apenas que não encontrámos indícios relevantes com a informação disponível.
Notificações
As notificações são opcionais. Quando as ativas, usamos Firebase Cloud Messaging, da Google, que necessita de um identificador técnico da instalação para entregar os alertas. Esse identificador serve para notificações e não é usado pelo Farol para publicidade.
Se tiveres uma dúvida ou quiseres contestar algo
Escreve para privacidade@farol-sinaliza.pt. O mesmo contacto pode ser usado para exercer direitos de proteção de dados, pedir revisão de uma sinalização ou esclarecer como um determinado tipo de informação é tratado.